Autoestima
O que é baixa autoestima e como ela surge?
Por Kesler Soares Pereira · 2 min de leitura

Entenda o conceito de baixa autoestima sob a ótica psicanalítica, identificando sinais de insuficiência e as origens desses sentimentos na história individual.
O que é baixa autoestima e como ela surge?
Baixa autoestima é a percepção negativa e persistente que um indivíduo desenvolve sobre si mesmo, resultando em sentimentos de insuficiência. Observa-se clinicamente que essa condição não é um traço de personalidade, mas uma construção psíquica baseada em experiências de desvalorização e falhas na validação externa durante o desenvolvimento infantil.
Estudo de caso: O silêncio de Helena
Voltar ao sumário ↑Helena, 34 anos, procurou análise por sentir-se incapaz de aceitar uma promoção. Apesar de excelentes resultados, ela afirma ser uma fraude. Relata que, na infância, seus sucessos eram ignorados pelos pais, enquanto pequenos erros geravam críticas severas. Helena internalizou a voz crítica dos cuidadores, transformando-a em uma autoconfiança fragilizada. Para ela, o sucesso gera angústia e medo de ser descoberta como incompetente.
Sinais e origens psíquicas
Voltar ao sumário ↑Os sinais comuns incluem a dificuldade em aceitar elogios, o medo excessivo de errar e a comparação constante com terceiros. A origem desse quadro remete à formação do Ideal do Eu. Quando a distância entre quem a pessoa é e quem ela acredita que deveria ser é excessiva, surge o sentimento de inferioridade. A psicanálise investiga como os primeiros vínculos afetivos moldaram essa autoimagem distorcida.
Perguntas Frequentes
Voltar ao sumário ↑Baixa autoestima tem cura? Na psicanálise, falamos em ressignificação e fortalecimento do ego, permitindo que o sujeito lide melhor com sua própria imagem.
Como a infância influencia a autoestima? As primeiras trocas de afeto estabelecem as bases de como nos enxergamos; a falta de suporte gera inseguranças profundas.
Terapia ajuda na autoestima? Sim, o processo terapêutico auxilia na investigação das causas do desvalor e na construção de um olhar mais acolhedor sobre si.


