Autoestima
Autoestima: Por Que Não Me Acho Merecedor de Coisas Boas?
Por Kesler Soares Pereira · 2 min de leitura

Entenda por que a sensação de não merecer amor ou bem-estar surge e como a psicanálise ajuda a investigar as raízes desse desconforto.
Autoestima: Por Que Não Me Acho Merecedor de Coisas Boas?
Você já se sentiu desconfortável ao receber um elogio sincero ou teve a sensação de que algo ruim vai acontecer justamente quando tudo está bem? A dificuldade em aceitar afeto e bem-estar é um padrão emocional onde o indivíduo sabota conquistas por não se sentir digno delas.
Este sentimento de desmerecimento é uma forma de baixa autoestima que atua como um mecanismo de defesa. Quando o bem-estar gera ansiedade em vez de prazer, existe um conflito entre a realidade externa positiva e uma autoimagem interna desvalorizada. Para manter a coerência com o que acredita sobre si mesmo, a pessoa pode afastar oportunidades ou pessoas que ofereçam cuidado genuíno.
Padrões observáveis e custos emocionais
Voltar ao sumário ↑O comportamento mais comum é a autossabotagem. O indivíduo pode evitar promoções no trabalho ou provocar brigas sem motivo em um relacionamento saudável. O custo emocional é viver em um estado de alerta constante, aguardando uma punição ou o fim de um ciclo bom. Essa dinâmica frequentemente está ligada ao medo de errar, pois o erro confirmaria a crença de que ele realmente não merece o que conquistou.
As raízes e o caminho analítico
Voltar ao sumário ↑A origem dessa sensação geralmente reside na infância e na forma como as conquistas e o afeto eram negociados. Se o amor era condicional ou se houve negligência emocional, o adulto pode crescer sentindo que o bem-estar é um erro do sistema. O caminho na psicanálise não busca uma cura rápida, mas convida o sujeito a investigar seus desejos e a entender que o merecimento não é uma moeda de troca, mas uma condição inerente à vida.
Perguntas Frequentes
Voltar ao sumário ↑Por que sinto culpa quando estou feliz? A culpa surge quando o bem-estar desafia uma autoimagem negativa construída ao longo do tempo, gerando um estranhamento interno.
É possível mudar essa sensação de desmerecimento? Sim, através do processo terapêutico é possível ressignificar as experiências passadas e construir uma nova relação com o prazer.
Como a autossabotagem se relaciona com isso? A autossabotagem funciona como uma tentativa inconsciente de retornar a um estado de sofrimento que é familiar e, portanto, menos assustador.


