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Fim do mundo e rotina de trabalho em Boa Vista
Por Kesler Soares Pereira · 2 min de leitura

Sentir que o mundo vai acabar enquanto você tenta trabalhar em Boa Vista é um sinal de alerta psíquico. Entenda como essa angústia afeta sua rotina e quando buscar ajuda.
Fim do mundo e rotina de trabalho em Boa Vista
A sensação de fim do mundo em Boa Vista é um estado de angústia aguda onde o indivíduo experimenta a percepção de um colapso iminente da realidade, mesmo enquanto executa tarefas cotidianas. Esse fenômeno psíquico não se refere a um evento geológico, mas a uma saturação emocional que faz com que prazos, reuniões e a própria estrutura da cidade pareçam frágeis ou sem sentido.
O caso de Márcio: o colapso entre planilhas e o sol de Roraima
Voltar ao sumário ↑Márcio, 39 anos, trabalha em um órgão público no Centro de Boa Vista. Ele relata que, ao estacionar o carro sob o sol forte, sentiu um repentino vazio, como se o asfalto fosse ceder. Durante o expediente, a sensação de que "nada mais importa porque o mundo vai acabar" o impedia de concentrar. Ele sentia culpa por estar apático enquanto a vida seguia. Na clínica, investigamos como esse desamparo se manifestava como uma defesa contra pressões externas que ele já não conseguia nomear.
Como a rotina de trabalho intensifica esse peso
Voltar ao sumário ↑Manter a produtividade em meio a crises de ansiedade ou desrealização exige um esforço psíquico exaustivo. O contraste entre a exigência de normalidade no trabalho e a sensação interna de catástrofe gera um isolamento profundo. O sujeito sente que precisa esconder sua fragilidade para não ser julgado, o que retroalimenta o sofrimento.
Perguntas Frequentes
Voltar ao sumário ↑Por que sinto que o mundo vai acabar no meio do expediente? Isso pode indicar que seu limite de tolerância ao estresse ou conflitos internos foi atingido, manifestando-se como um medo apocalíptico.
É possível trabalhar sentindo esse vazio? Embora muitos consigam operar no "automático", o custo emocional é alto e pode levar ao esgotamento total se não for endereçado em análise.
O que fazer quando essa crise surge em público? Respirar e reconhecer que o sentimento é interno ajuda a retomar a subjetividade, mas a investigação das causas é o caminho para o alívio.



