Autoestima
Comer por ansiedade: O que fazer?
Por Kesler Soares Pereira · 2 min de leitura

Entenda por que usamos a comida para lidar com emoções e conheça caminhos práticos para transformar essa relação sob o olhar da psicanálise.
Comer por ansiedade: O que fazer?
Comer por ansiedade é a utilização da alimentação como um recurso paliativo para silenciar desconfortos emocionais, angústias ou tensões. Esse comportamento ocorre quando a comida deixa de cumprir sua função biológica e passa a atuar como um preenchimento simbólico para um vazio que não é físico. Na prática, o sujeito busca um alívio imediato no paladar para o que não consegue elaborar na fala ou no pensamento.
Tentar controlar a comida ignorando o sentimento
Voltar ao sumário ↑Um erro comum é focar exclusivamente em dietas restritivas quando o impulso de comer surge. A restrição costuma aumentar a ansiedade, gerando um ciclo de culpa e punição que fere a autoestima. Em vez de proibir o alimento, experimente nomear o que sente antes de mastigar. Pergunte-se: "do que eu tenho fome agora?". Muitas vezes, a resposta revela um cansaço ou uma frustração que a comida não pode resolver.
Comer no piloto automático sem percepção
Voltar ao sumário ↑Muitas pessoas comem enquanto utilizam o celular ou assistem TV, o que impede a percepção da saciedade e do prazer. Esse distanciamento do corpo é um sinal de traumas emocionais ou estresse acumulado. No lugar disso, pratique a presença. Observe a textura e o sabor, permitindo que o ato de comer seja consciente. Reconhecer o momento em que o prazer termina e o excesso começa ajuda a restabelecer a autonomia emocional.
Perguntas Frequentes
Voltar ao sumário ↑Como saber se é fome física ou emocional? A fome física surge gradualmente e aceita variados alimentos, enquanto a emocional é súbita e focada em itens específicos, geralmente doces ou gorduras.
Comer por ansiedade tem cura? Na psicanálise, não falamos em cura, mas em compreensão do sintoma para que o sujeito encontre formas mais saudáveis de lidar com suas faltas.
O que fazer após um episódio de compulsão? Evite a autocrítica severa e o jejum compensatório; retome sua rotina acolhendo a fragilidade que levou ao episódio.



