Autoestima
Autoestima na vida adulta: causas mais comuns
Por Kesler Soares Pereira · 2 min de leitura

Entenda as origens da baixa autoestima na vida adulta e como a autopercepção impacta suas relações e o desempenho profissional.
Autoestima na vida adulta: causas mais comuns
Carlos evita aceitar promoções no trabalho por acreditar que não é capaz de lidar com novas responsabilidades. Mesmo com elogios constantes de seus superiores, ele se sente uma fraude e teme ser descoberto a qualquer momento. Em reuniões, Carlos permanece em silêncio para não correr o risco de dizer algo que pareça sem importância aos outros.
Autoestima é a avaliação subjetiva que um indivíduo faz de si mesmo, baseada em suas crenças, vivências e na percepção do próprio valor. Na vida adulta, esse sentimento reflete a forma como a pessoa lida com desafios e estabelece vínculos. A baixa autoestima não é um diagnóstico isolado, mas um estado emocional que interfere na autoconfiança e na tomada de decisões.
Origens e influências na maturidade
Voltar ao sumário ↑As causas mais comuns da baixa autoestima na fase adulta costumam estar ligadas a experiências de desamparo ou críticas excessivas durante o desenvolvimento. Quando o indivíduo cresce em ambientes onde o afeto é condicionado ao desempenho, ele tende a se cobrar de forma rígida. Essa cobrança gera uma ansiedade constante sobre a própria imagem.
A comparação social, intensificada pelo uso de redes sociais, também atua como fator agravante. O sujeito mede seu sucesso pessoal com base na vida idealizada de terceiros, o que reforça o sentimento de inadequação. Eventos traumáticos, como demissões ou términos de relacionamento, podem desestabilizar a percepção de competência e valor próprio.
O impacto na subjetividade
Voltar ao sumário ↑A psicanálise investiga como as marcas do passado sustentam a insegurança atual. Frequentemente, o adulto repete padrões de dependência emocional por não se sentir digno de autonomia. O tratamento ajuda o sujeito a questionar as origens dessa autodesvalorização. A proposta é entender o que pertence ao outro e o que é, de fato, constitutivo da própria identidade.
Perguntas Frequentes
Voltar ao sumário ↑Baixa autoestima tem cura? Na psicanálise, não falamos em cura, mas em um processo de compreensão que permite ao sujeito lidar melhor com suas inseguranças e mudar sua posição subjetiva.
O trabalho pode afetar minha autoestima? Sim, ambientes corporativos autoritários ou competitivos podem disparar sentimentos de insuficiência, especialmente em quem já possui uma base emocional fragilizada.
Como a terapia ajuda na autoestima? O processo terapêutico possibilita o reconhecimento de desejos próprios, diferenciando-os das expectativas impostas por pais, parceiros ou pela sociedade.




