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Adolescência: quando procurar ajuda profissional?
Por Kesler Soares Pereira · 2 min de leitura

Entenda quando as mudanças do seu filho deixam de ser naturais e passam a exigir um olhar terapêutico especializado para atravessar esta fase.
Adolescência: quando procurar ajuda profissional?
Você sente que não consegue mais acessar os pensamentos do seu filho ou que as reações dele estão intensas demais? Identificar o momento de buscar apoio externo é uma dúvida comum para quem convive com os impasses dessa transição.
Lucas, de 15 anos, era um jovem comunicativo até começar a se isolar de forma persistente. A recusa em ir à escola e a irritabilidade extrema diante de qualquer tentativa de diálogo fizeram seus pais questionarem se aquilo era apenas "coisa da idade" ou um sinal de sofrimento psíquico. Na psicanálise, entendemos que o jovem está em um processo de luto pela infância, mas quando o isolamento substitui o laço social, a ajuda se torna necessária.
Como diferenciar o comportamento esperado do alerta
Voltar ao sumário ↑A adolescência é caracterizada pela necessidade de diferenciação dos pais. É comum que o jovem busque privacidade e conteste figuras de autoridade. No entanto, sinais como mudanças bruscas no sono, queda drástica no rendimento escolar e desinteresse por atividades antes prazerosas merecem atenção. A depressão na adolescência muitas vezes se manifesta mais pela raiva e tédio do que pela tristeza clássica.
O papel da escuta terapêutica
Voltar ao sumário ↑Procurar ajuda não significa que a família falhou, mas sim que o jovem precisa de um espaço neutro para elaborar suas angústias. Sintomas como a ansiedade elevada ou comportamentos de risco indicam que os recursos internos do adolescente estão sobrecarregados. A terapia oferece uma via de palavra para o que muitas vezes é encenado através do corpo ou da rebeldia.
Perguntas Frequentes
Voltar ao sumário ↑O isolamento é sempre sinal de problema? Não, o isolamento temporário faz parte da busca por identidade, mas se ele impede a rotina e o convívio social básico, deve ser investigado.
Como sugerir terapia sem causar resistência? O ideal é apresentar a terapia como um espaço de liberdade e escuta privada, e não como um castigo por mau comportamento.
A terapia substitui o diálogo em casa? Não, ela auxilia o jovem a organizar seus sentimentos para que ele consiga retomar a comunicação com o mundo e com a própria família.


