Trabalho & Carreira
Vício em trabalho: como afeta a carreira e o foco?
Kesler Soares Pereira | Cronos DH
2 min de leitura
Entenda como a compulsão por produtividade prejudica a liderança e a saúde emocional no ambiente corporativo.
Marcos ignora as notificações da família para responder e-mails durante o jantar. Ele sente uma urgência constante de estar disponível e acredita que sua utilidade está atrelada apenas ao volume de entregas realizadas.
O vício em trabalho, ou workaholismo, é um padrão de comportamento compulsivo caracterizado pela necessidade incontrolável de trabalhar, muitas vezes como forma de evitar conflitos internos ou preencher vazios emocionais. Diferente da dedicação saudável, essa condição gera exaustão emocional e compromete a capacidade de julgamento do profissional.
Erro 1: Confundir volume de horas com produtividade
Voltar ao sumário ↑Um erro comum é acreditar que trabalhar 14 horas por dia garante melhores resultados. Pesquisas da Universidade de Stanford indicam que a produtividade cai drasticamente após 50 horas semanais. No lugar do excesso, a prática da regulação emocional permite manter o foco em tarefas essenciais, evitando o perfeccionismo paralisante que frequentemente acompanha a dependência do reconhecimento externo.
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Erro 2: Substituir liderança por controle excessivo
Voltar ao sumário ↑Líderes viciados em trabalho tendem a microgerenciar, pois projetam sua ansiedade na equipe. Isso sufoca a autonomia dos liderados e gera um ambiente de alta rotatividade. Em vez de controlar cada etapa, o desenvolvimento da segurança emocional ajuda o gestor a delegar e a focar em estratégia, em vez de operar sob constante estado de alerta.
Perguntas Frequentes
Voltar ao sumário ↑O vício em trabalho pode ser uma fuga emocional?
Sim, muitas vezes a ocupação excessiva serve como defesa para não lidar com sentimentos de angústia ou problemas em relacionamentos pessoais.
Como diferenciar dedicação de vício?
A dedicação traz satisfação e permite o descanso; o vício causa culpa quando o indivíduo não está produzindo e gera prejuízos sociais.
Qual o primeiro passo para mudar?
Reconhecer que a identidade pessoal não se limita ao cargo ocupado e buscar espaços de escuta para entender essa necessidade de aprovação.