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Fim do Mundo: o que a psicanálise explica
Por Kesler Soares Pereira · 2 min de leitura

Entenda por que o medo do fim do mundo surge e como a psicanálise interpreta essa angústia relacionada ao fim do eu e das relações.
Fim do Mundo: o que a psicanálise explica
O fim do mundo é uma percepção subjetiva de colapso da realidade externa ou interna. Você já sentiu que o mundo está acabando após uma perda ou ao ler notícias catastróficas? Esse sentimento geralmente indica que algo no seu mundo interior deixou de fazer sentido.
Catástrofe externa vs Catástrofe interna
Voltar ao sumário ↑A catástrofe externa refere-se a eventos reais como guerras ou desastres ambientais. O sujeito projeta neles o medo da própria finitude. Já a catástrofe interna é o desmoronamento das certezas psíquicas. Quando alguém sofre de depressão, o mundo parece parar. A sensação de apocalipse surge quando os vínculos que sustentam a vida são rompidos, fazendo o ambiente parecer hostil ou vazio.
Fim do mundo real vs Fim do mundo subjetivo
Voltar ao sumário ↑O fim do mundo real é uma possibilidade física ou biológica que gera estresse coletivo. O fim do mundo subjetivo ocorre quando o ego perde sua função de organizar a realidade. Na ansiedade, o indivíduo antecipa o caos para tentar controlá-lo. O medo do fim não é apenas sobre o planeta, mas sobre o desaparecimento do eu. Em casos de medo da morte, o sujeito tenta nomear o inominável através de cenários catastróficos.
Perguntas Frequentes
Voltar ao sumário ↑Por que sinto que o mundo vai acabar? Geralmente, esse sentimento reflete uma crise pessoal ou um esgotamento dos seus recursos internos para lidar com a realidade.
O medo do fim do mundo é uma doença? Não, mas pode ser um sintoma de angústia intensa que precisa de escuta e investigação em análise.
Como parar de pensar em catástrofes? É necessário deslocar o olhar do coletivo para o que está desmoronando na sua vida pessoal e buscar autoconhecimento.




