Adolescência
Automutilação: Quando Procurar Ajuda e Sinais de Alerta
Por Kesler Soares Pereira · 2 min de leitura

Entenda a diferença entre comportamentos típicos da adolescência e sinais graves de automutilação, com foco em identificação precoce e suporte emocional.
Automutilação: Quando Procurar Ajuda e Sinais de Alerta
A automutilação é o ato de ferir o próprio corpo intencionalmente, geralmente para aliviar uma dor emocional insuportável. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam um crescimento nas notificações de autolesão não suicida entre jovens de 12 a 18 anos, tornando o tema uma urgência na saúde pública. Embora a adolescência seja marcada por crises de identidade, a lesão física não deve ser vista como uma fase normal do desenvolvimento, mas como um mecanismo de enfrentamento de alta voltagem emocional.
Padrões observáveis e gatilhos
Voltar ao sumário ↑O comportamento costuma surgir em contextos de ansiedade elevada ou isolamento social. Os sinais de alerta incluem o uso constante de roupas de manga longa em dias quentes, a posse de objetos cortantes e o afastamento brusco de grupos de amigos. O gatilho geralmente é uma sensação de vazio ou uma pressão psicológica que o jovem não consegue verbalizar. A lesão atua como um regulador: a dor física substitui momentaneamente a dor psíquica, gerando um alívio temporário que pode se tornar um ciclo de dependência.
Caminhos e intervenção
Voltar ao sumário ↑A diferença entre um incidente isolado e um padrão de risco reside na frequência e na gravidade das marcas. Na perspectiva psicanalítica, o corpo fala o que a palavra não consegue formular. O tratamento envolve acolhimento sem julgamento e a busca por terapia para construir novos recursos de simbolização. Quando a autolesão se torna o único meio de comunicação com o mundo, a intervenção profissional é indispensável para evitar o agravamento da depressão e garantir a integridade do sujeito.
Perguntas Frequentes
Voltar ao sumário ↑Toda automutilação indica intenção de suicídio? Nem sempre; a maioria dos casos é uma tentativa de lidar com a dor emocional, mas o risco de letalidade acidental é real e requer atenção imediata.
O que fazer ao descobrir que meu filho se corta? Evite punições ou reações de pânico; o primeiro passo é abrir um canal de escuta e buscar auxílio com um psicanalista ou psicólogo.
A internet influencia esse comportamento? Grupos online que estimulam a autolesão podem atuar como gatilhos, transformando o sofrimento individual em uma forma de pertencimento grupal nocivo.


