Ansiedade
Ansiedade e traumas emocionais: por que me sinto em alerta?
Por Kesler Soares Pereira · 2 min de leitura

Entenda como experiências passadas podem manter seu corpo em estado de alerta constante e o que a psicanálise diz sobre a relação entre trauma e ansiedade.
Ansiedade e traumas emocionais: por que me sinto em alerta?
Você sente que seu corpo reage de forma exagerada a situações comuns do dia a dia? Talvez perceba o coração acelerar ou uma vontade súbita de fugir quando alguém levanta o tom de voz ou quando comete um erro bobo. Muitas vezes, essa sensação de perigo iminente não é apenas um cansaço passageiro, mas uma resposta automática do seu sistema nervoso a algo que aconteceu lá atrás.
A ansiedade é uma reação natural de proteção, porém, quando associada a traumas emocionais, ela funciona como um alarme de incêndio com defeito: ele dispara ao menor sinal de fumaça, mesmo que você esteja apenas cozinhando.
Como identificar a origem do alerta
Voltar ao sumário ↑Passo 1: Observe a desproporção. O primeiro passo é notar se a sua reação emocional é muito maior que o fato presente. Se o medo de um feedback no trabalho causa paralisia, pode haver uma associação com críticas severas na infância.
Passo 2: Identifique gatilhos sensoriais. Traumas ficam registrados em sensações. Um cheiro, um tom de voz ou um lugar podem ativar o estresse sem que você perceba a conexão racional imediata.
Passo 3: Nomeie o desconforto. Em vez de tentar eliminar a angústia, tente descrevê-la. Ao investigar o que essa ansiedade tenta "avisar", você começa a diferenciar o perigo passado da segurança presente.
Perguntas Frequentes
Voltar ao sumário ↑Todo trauma causa ansiedade? Nem todo evento difícil gera um trauma, mas quando o psiquismo não consegue processar uma experiência, a ansiedade surge como uma tentativa de controle e defesa.
É possível se livrar desses alertas? Na psicanálise, não falamos em cura mágica, mas em ressignificar a história para que o passado deixe de ditar as reações do presente.
Como a terapia ajuda nisso? A fala permite que a pessoa reorganize as memórias, transformando o "alarme" em uma compreensão consciente sobre sua própria autoestima.




