Casamento
Meu Marido Não Me Escuta — Por Quê?
Por Kesler Soares Pereira · 2 min de leitura

Você sente que fala e ele ignora? Entenda as dinâmicas de comunicação no casamento e o que a psicanálise diz sobre a escuta no relacionamento.
Muitas mulheres sentem que falam com seus maridos, mas não são ouvidas. Elas percebem um distanciamento que gera frustração e solidão na rotina doméstica. Esta queixa costuma revelar falhas na comunicação e dinâmicas inconscientes de defesa.
Estudo de caso: A queixa de Mariana
Voltar ao sumário ↑Mariana, 38 anos, relata que o marido, Ricardo, foca no celular ou na TV sempre que ela tenta conversar sobre o dia ou sobre os filhos. Ela sente que ele apenas "ouve" sem processar. Ricardo diz que ela reclama demais e ele prefere se afastar. Na análise, percebe-se que Mariana busca uma validação constante para sua dependência emocional e Ricardo interpreta a fala dela como uma cobrança autoritária, fugindo do diálogo para evitar o confronto.
A falta de escuta como sintoma
Voltar ao sumário ↑A resistência em escutar no casamento pode ser um mecanismo de proteção contra o que o outro demanda. Quando um parceiro não escuta, ele pode estar evitando o peso de uma responsabilidade ou reagindo a uma forma de fala que soa agressiva. Não se trata apenas de desatenção, mas de como o casal se posiciona subjetivamente.
O papel da fala e do desejo
Voltar ao sumário ↑Para a psicanálise, o ato de escutar exige suportar o desejo do outro. Se a relação está saturada de mágoas, o indivíduo fecha os ouvidos para não entrar em contato com a angústia da parceira. A terapia de casal ajuda a identificar se o bloqueio é uma reação ao modo de falar ou se reflete um desinteresse sexual e afetivo mais profundo.
Perguntas Frequentes
Voltar ao sumário ↑O que fazer se ele me ignora? Avalie se a sua fala é um convite ao diálogo ou uma lista de cobranças que gera defesa.
Ignorar é uma forma de abuso? Pode ser uma forma de negligência emocional se for usado deliberadamente para punir a parceira.
O diálogo pode voltar ao normal? Sim, desde que ambos se responsabilizem por suas posições no conflito e busquem ajuda especializada.

