Comportamento
Como saber se meu filho está se cortando
Kesler Soares Pereira | Cronos DH
2 min de leitura
Entenda como identificar sinais de automutilação na adolescência, os padrões de comportamento e a importância do acolhimento sem julgamentos.
A automutilação é a prática de causar lesões físicas ao próprio corpo, como cortes ou queimaduras, sem a intenção consciente de suicídio. Este comportamento tem crescido entre jovens e gera grande preocupação em famílias e escolas. Diferente do que muitos acreditam, o ato não é necessariamente um pedido de atenção, mas uma tentativa de aliviar uma dor psíquica insuportável através do sofrimento físico.
Padrões observáveis no cotidiano
Voltar ao sumário ↑Identificar esse comportamento requer atenção a mudanças sutis. O uso constante de blusas de manga longa e calças, mesmo em dias de calor intenso, é um sinal frequente. Além disso, o isolamento no quarto por períodos prolongados e a recusa em participar de atividades que exponham o corpo, como idas à praia ou piscina, podem indicar a tentativa de esconder marcas. Observar o desaparecimento de objetos cortantes ou a presença de manchas de sangue em tecidos e lixeiras também é fundamental.
Os custos emocionais e a psicanálise
Voltar ao sumário ↑Do ponto de vista psicanalítico, a agressão ao corpo revela uma dificuldade em simbolizar angústias através da fala. Quando a ansiedade ou o luto não encontram palavras, a pele torna-se o suporte para essa dor. O custo emocional desse ciclo é o aumento do desamparo, pois o alívio momentâneo é seguido por culpa. O diálogo aberto, focado na escuta e não na punição, ajuda a transformar o ato em expressão verbal, permitindo que o jovem processe sua autoestima ferida.
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Entrada gratuita · leitura orientativa, não é diagnóstico.
Perguntas Frequentes
Voltar ao sumário ↑O que fazer ao descobrir os cortes? Evite reações de pânico ou repreensão; ofereça presença e sugira que o sofrimento pode ser conversado em um espaço seguro.
Toda automutilação leva ao suicídio? Não, mas indica um sofrimento agudo que precisa de acompanhamento profissional para evitar o agravamento do quadro.
Como iniciar a conversa? Demonstre que você percebeu a tristeza do jovem e que está disponível para ouvir, respeitando o tempo dele para falar.